Alberto Pimentel, Filho

Hoje encontrei esta pérola:

PIMENTEL FILHO, Alberto, 1875-1950
Lições de pedagogia geral e de história da educação / Alberto Pimentel Filho. - 2ª ed. refundida e ampliada. - Lisboa : Guimarães & Cª, 1932. - 488 p. ; 19 cm http://purl.pt/6419

Frederico Augusto de Sousa Pimentel (I)

Sujeito a confirmação, este documento pode alterar algumas versões da história familiar do avô de Alberto Pimentel, o Dr. Fernando António de Sousa Pimentel:

Título Frederico Augusto de Sousa Pimentel
Datas 21/03/1843
NívelDescrição Documento Simples
CódigoReferAlternCota Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.21, fl.40v-41v
ÂmbitoConteúdo Alvará. Legitimação. Filiação: Fernando António de Sousa Pimentel.
EntidadeDetentora IANTT

Há 179 anos em Cedofeita


Há 179 anos em Cedofeita, na antiga Rua da Sovela,

nascia Alberto Augusto de Almeida Pimentel.

Gen. Arnaldo de Novais Guedes Rebelo (1847-1917)

Em 1863, Alberto Pimentel publica um “jornalzinho” a que dá o nome de “Tentativas Literárias”:

“Tive por sócio nessa empresa jornalística o Sr. General… perdão! Um rapaz meu primo, que depois virou sensatamente de bordo, o que eu não fiz, e isto explica a razão por que não sou hoje general como ele é.”

E continua:

“Não lhe declino o nome para o não associar tremendamente à minha responsabilidade nas Tentativas Literárias(1).”

Arnaldo de Novais Guedes Rebelo, nasceu a 11 de Junho de 1847 na freguesia da Vitória (Porto) e aí foi baptizado a 29 de Julho do mesmo ano, era filho de Luís Januário Guedes Rebelo e Maria Rita Nunes Rebelo, moradores na Rua das Virtudes, neto paterno do Doutor João Manuel Rebelo e de Teresa Rita Fernandes e materno de Custódio José Nunes e Maria Rita Novais, todos
desta cidade do Porto.

Segue-se uma resenha da sua carreira militar compilada pelo Arquivo Histórico-Militar:

 

  • Alistado como voluntário no Regimento de Artilharia 1, sendo incorporado em 27 de Abril de 1868.
  • Promovido a alferes aluno para o Regimento de Artilharia 3, por decreto de 18 de Julho de 1868.
  • 2º tenente para a arma de Artilharia, por decreto de 4 de Janeiro de 1871.
  • 1º tenente para o Regimento de Artilharia 3, por decreto de 20 de Janeiro de 1873.
  • Capitão para comissões, por decreto de 29 de Novembro de 1876.
  • Major, por decreto de 6 de Dezembro de 1876.
  • Partiu para Luanda em comissão de serviço, em 7 de Maio de 1877.
  • Regressou a Lisboa em 30 de Agosto de 1879 e voltou a Angola em 5 de Janeiro de 1880.
  • Regressou a Lisboa, finda a comissão, em 5 de Fevereiro de 1881.
  • Tenente-coronel, por decreto de 30 de Dezembro de 1893.
  • Coronel, por decreto de 25 de Maio de 1894.
  • Nomeado governador da província de Cabo Verde, por decreto de 3 de Maio de 1900.
  • Nomeado governador da província de Macau, por decreto de 19 de Setembro de 1902.
  • Nomeado vogal extraordinário da Junta Consultiva do Ultramar, por decreto de 15 de Dezembro de 1904.
  • Nomeado governador-geral do Estado da Índia, por decreto de 5 de Agosto de 1905.
  • Nomeado director dos Caminhos de Ferro Ultramarinos, por decreto de 22 de Abril de 1908.
  • Graduado no posto de general de brigada, por decreto de 22 de Novembro de 1910.
  • Nomeado presidente da Comissão para a organização das Forças Coloniais, por portaria de 18 de Janeiro de 1911.
  • Colocado na situação de reserva por ter atingido o limite de idade, por decreto de 15 de Junho de 1914”.

(1) Pimentel, Alberto - “Luar de Saudade”

Angélica Teresa da Silva (1701-?)

Angélica Teresa da Silva foi trisavó de Alberto Pimentel. Nasceu aos oito dias do mês de Maio de mil setecentos e um (1701) em Monserrate, na então Vila de Viana do Castelo. Era filha do Capitão Custódio Correia Pinto, natural de Braga, e de Maria Madalena da Silva, natural de Monserrate.

Casou por volta de 1723 (muito provavelmente em Monserrate) com o Dr. António de Sousa Pimentel, bacharel em Cânones pela Universidade de Coimbra, cavaleiro da Ordem de Cristo, etc.

Este casal foi viver para o Porto, tendo sido os progenitores do ramo Sousa Pimentel com geração até aos dias de hoje na cidade Invicta. Foram pais de, entre outros, Francisco de Sousa Pimentel já referido neste artigo e sobre o qual falaremos a seu tempo.

Fotografias de Lisboa

 

Fotografias de Lisboa

Fotografias de Lisboa

Ontem qual não é o meu espanto quando encontro três exemplares deste livro de AP numa Bertrand… Pasme-se !!!

Excelente esta iniciativa da Frenesi, aproveito para sugerir outras re-edições: “O Porto há 30 anos”, “Praça Nova”, “Santo Thyrso de Riba d’Ave”, “Entre o café e o cognac”, “O Porto na berlinda : memórias d’uma família portuense” e “Guia do viajante no Porto”.

PS: Já agora também encontrei exemplares online para venda.

Guilherme Braga (1843-1874)

Guilherme Braga (1,2,3) nasceu na Rua de Santana (antiga Rua das Aldas) a 22 de Março de 1843. Amigo de infância de AP era irmão de Alexandre José da Silva Braga (nascido em 1829), também ele poeta, bacharel em Direiro pela Univ. de Coimbra. e que se notabilizou como tribuno e faleceu no Porto a 26 de Julho de 1874.

Guilherme Braga foi redactor-chefe da Gazeta Democrática, tendo-se correspondido com Vitor Hugo (1802-1885).

AP refere num dos seus livros que Guilherme Braga seria da familia de Ludovina Adelaide Peres da Silva, mulher de AP, filha de José Joaquim Peres da Silva e de D. Maria Amália Peres da Silva (a averiguar).

AP consagra-lhe um capítulo do seu “Homens e Datas”.

“o maior poeta que tem honrado a literatura portuense depois da morte de Soares de Passos”

assim o define AP.

PS: Alexandre Braga Filho, foi sobrinho de Guilherme Braga.

Caricatura

Na Parodia nº2 de 26 de Janeiro aparece uma caricatura de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro(1), alusiva à criação de um mercado de flores em Lisboa, iniciativa de A. Pimentel, aquando da sua passagem pela Câmara Municipal de Lisboa como Vereador.

(1) Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro nasceu a 20 de Junho de 1867 na Travessa das Parreiras, a Santa Marta.
Era filho de Rafael Bordalo Pinheiro e de D. Elvira Ferreira de Almeida.

Silva Escura

Fernando António de Sousa Pimentel nasceu neste mesmo dia há 232 anos na freguesia da Vitória (Porto).

Como já aqui foi dito foi Abade de Silva Escura. Deixo aqui algumas notas sobre esta freguesia do concelho da Maia.

«Depois de se passar a aldeia de Leandre - diz o auctor do Minho pittoresco fallando do concelho da Maia - avista-se para a esquerda a freguezia de Silva Escura, ou melhor um como vasto mar de pinheiral, onde a onde parecem flutuar, como navios singrando nas ondas verde-escuras, uma ou outra aldeia ou capellinha, uma ou outra casa de lavrador abastado ou de brazileiro em descanço»

“Das janellas da residência parochial de Silva Escura todo o horisonte que os olhos podem alcançar está cercado pela faixa sombria dos pinheiros, tão bastos que plenamente justificam o nome posto à freguezia: Silva Escura.

Parece que uma terna noite de tristeza cae, n’aquela aldeia, sobre a terra envolvendo-a na mancha negra, espessa do pinheiral. É preciso, durante o dia, levantar os olhos ao céo para ter a sensação da luz e da alegria da atmosphera, doirada no alto pelo sol.

(…)

Foi rodeado d’esse basto circulo de pinheiros, que fecham o horisonte de Silva Escura, que o meu avô paterno, Fernando António de Sousa Pimentel, viveu a maior parte da sua vida, segregando-se voluntariamente à convivencia e ao ruído da sociedade.”

in “O Porto na Berlinda - Memórias de uma família portuense” de Alberto Pimentel

Temperamento

Sobre o temperamento de Alberto Pimentel, quem o conheceu escreveu o seguinte:

“Ao ver-se a fraca compleição de Alberto Pimentel ninguém o diria tão energético. Vivia dos nervos; era um pouco intelectual.”

João Gaspar Simões, Prespectiva da Literatura Portuguesa do séc. XIX, pág. 207

(mais um contributo de RF)