Guilherme Braga (1843-1874)
Guilherme Braga (1,2,3) nasceu na Rua de Santana (antiga Rua das Aldas) a 22 de Março de 1843. Amigo de infância de AP era irmão de Alexandre José da Silva Braga (nascido em 1829), também ele poeta, bacharel em Direiro pela Univ. de Coimbra. e que se notabilizou como tribuno e faleceu no Porto a 26 de Julho de 1874.
Guilherme Braga foi redactor-chefe da Gazeta Democrática, tendo-se correspondido com Vitor Hugo (1802-1885).
AP refere num dos seus livros que Guilherme Braga seria da familia de Ludovina Adelaide Peres da Silva, mulher de AP, filha de José Joaquim Peres da Silva e de D. Maria Amália Peres da Silva (a averiguar).
AP consagra-lhe um capítulo do seu “Homens e Datas”.
“o maior poeta que tem honrado a literatura portuense depois da morte de Soares de Passos”
assim o define AP.
PS: Alexandre Braga Filho, foi sobrinho de Guilherme Braga.
Por acaso não sabe o nome de alguma obra publicada por Alexandre Braga pai, ou algo que nos possa levar a uma foto desse senhor?
Muito obrigado
Cara Cristina Santos,
De Alexandre Braga Filho, há pelo menos este retrato:
http://purl.pt/4215
Vou ver o que consigo descobrir sobre possiveis retratos do pai. São seus antepassados ?
Cumprimentos
A Navarro
Cara Cristina Santos,
Tirado do Diccionário Bibliográphico Portuguez de Inocêncio Francisco da Silva e de Brito Aranha:
“ALEXANDRE BRAGA (PAI), advogado muito afamado nos auditorios do Porto. Já fallecido.
3860) Minuta de nullidades na causa de Diogo Cassels. Porto, typ. de D. Antonio Moldes, 1869. 8.º peq. de 24 pag.
Tem outras publicações que não conheço.
De seu filho, de igual nome e de credito como advogado, tendo entrado em processos celebres e de grande responsabilidade, tratarei nos additamentos finaes, e assim talvez possa completar com fidelidade os artigos relativos aos dois jurisperitos, pai e filho.”
e ainda:
“ALEXANDRE JOSÉ DA SILVA BRAGA, Bacharel em Direito pela Univ. de Coimbra. Exerce actualmente a profissão de Advogado na cidade do Porto, sua patria. - N. a 14 de Março de 1829.
208) Vozes da Alma. Porto, 1849. 8.o gr. Segunda edição, ibi 1857. 8.o gr.
«Foi o primeiro poeta que teve a eschola romantica no Minho. Ha no seu livro cousas que revelam grande genio. O seu gosto não estava ainda formado… A sua musa é habitualmente sentimental e triste, sem comtudo deixar de ter a espaços arrojos d’enthusiasmo, e impetos d’amor da patria. A sua poesia é suave e apaixonada: os seus versos cadenciosos, e de uma perfeição metrica admiravel.» (Revista Peninsular, tomo II pag. 277.)
Foi um dos redactores do jornal politico O Clamor Publico, publicado no Porto, e consta que egualmente ha collaborado em alguns outros.”
e sobre o filho:
“ALEXANDRE JOSÉ DA SILVA BRAGA (V. Dicc., tomo I, pag. 37).
O sr. dr. Augusto Luciano Simões de Carvalho escreveu ácerca deste poeta e das suas obras um interessante e muito desenvolvido estudo critico litterario publicado em folhetins, no Amigo do Povo, jornal do Porto, n.º. 363, 364, 366, 368, 370, 380; e concluido no Diario mercantil da mesma cidade, n.º 392: todos do anno de 1861.”
No Tripeiro vai encontrar muitos artigos sobre estes Bragas, deixo aqui apenas este:
- III Série - Ano 2 - pág. 56 - PORTUENSES ILUSTRES: DR. ALEXANDRE BRAGA (PAI): GUILHERME BRAGA
Poderá consultar os Tripeiros desta série na Biblioteca Almeida Garrett.
Cumprimentos
Artur Navarro
Muito obrigado ,
Não são meus antepassados, no Blog Dolo Eventual começaram a ser divulgados excertos de noticias e edições sobre o crime de Urbino de Freitas, daí cheguei ao Amendoas, Doces venenos, já conhecia aqui o seu blog, quando se pôs a questão de encontrar informações sobre o Advogado de Urbino lembrei-me e admito que me lembrei tbm que o Artur poderia pertecer à familia do escritor.
Vou deixar-lhe o link e mais uma vez muito obrigado pelas informações.
Cumprimentos
http://odoloeventual.blogspot.com/2006/07/grandes-dramas-judicirios-urbino-de_16.html
«lembrei-me e admito que me lembrei tbm que o Artur poderia pertecer à familia do escritor.»
Do autor de « amendoas Doces venenos»
Efectivamente, mas parentes algo afastados e não pelos Navarro.
O Porto é uma aldeia