Estamos de volta…
Remeto para a leitura desta página.
Obrigado
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Enviado por RF.
Encontra-se ainda por fazer a biografia política do escritor.
De facto, a vida política foi um aspecto importante da vida madura de Alberto Pimentel.
Transcrevo alguns versos com os quais Alberto Pimentel (o político) era cantado nas ruas:
“Boa vai ela!
Ora viva o Pimentela,
Que dá o seu coração
P’ra vencer a eleição.
Boa vai ela!
Ora viva a piscaria.
Vai toda votar em barda
Pela nossa melhoria.
Boa vai ela!
Ora viva o Albertinho,
Que vai como deputado
Cá pelo nosso povinho.”
(versos transcritos por Alberto Pimentel em “Os Netos de Camilo”)
Falecimento. – No dia 22 do corrente deram-se à sepultura no cemitério da Graça os restos mortais da Ex.ma Sr.a D. Maria Bárbara Pimentel de Meireles, Esposa do Il.mo Sr. Fortunato Augusto de Meireles [sic] Facultativo da Escola Médico cirúrgica, e Juiz de Paz de Cedofeita: numeroso concurso dos convidados do seu marido assistiu a este acto, e recebeu a chave do caixão o Il.mo Sr. Assis da Silva Amaral. Foi vítima de uma prolongada e dolorosa enfermidade, que sofreu com resignação: tinha 31 anos, e era senhora de exemplar comportamento.
Créditos para o meu amigo MTT por ter descoberto esta notícia.
Não é objectivo deste espaço publicar artigos biográficos, antes contribuir através de pequenos fragmentos com novos dados e interpretações. O interesse nesses artigos biográficos tem-se, no entanto, revelado através de diversas solicitações, pelo que somos obrigados a deixar aqui as referências mais importantes que conhecemos:
Já aqui mencionamos este nome.
Continuamos com uma leve suspeita que seja o mesmo com “verbete” na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira:
PIMENTEL (Frederico Augusto). Engenheiro do séc. XX. Foi, durante doze anos, director das obras públicas do dist. de Santarém deixando assinalada a sua passagem com obras de alto valor, como a ponte sobre o Tejo e o presídio militar. Foi director dos Caminhos de Ferro do Algarve e depois nomeado director geral dos Serviços de Obras Públicas. Teve o posto de coronel honorário de Engenharia.
AP refere-se a este familiar como sendo engenheiro, um facto a confirmar.
“Meu avô paterno, Fernando António de Sousa Pimentel, bacharel em cânones, depois de um grande infortúnio de amor ordenou-se clérigo de prima tonsura.
Aqui tenho eu diante dos olhos uma cópia autêntica do auto da sua apresentação e posse como abade da freguesia de Santa Maria de Silva Escura, em que foi apresentado pelo Dom Abade do mosteiro de Santo Tirso; e este documento é ao mesmo tempo uma página da história do mosteiro tirsense.
Transcrevo o trecho que propriamente diz respeito à apresentação:
“Frei António de Nossa Senhora Leite, Mestre jubilado na Sagrada Teologia, Dom Abade do Mosteiro de Santo Tirso, e São João da Foz do Douro, Senhor Donatário de seus Coutos, e n’eles Coudel Mór, etc. com os mais monges abaixo assinados. Por se achar vaga a Paroquial Igreja de Santa Maria de Silva Escura no Bispado do Porto por morte natural do imediato Abade dela João Emídio Machado de Amorim, e nos pertencer in solidum em qualquer tempo que vagar a sua Apresentação como Donatários da Real Coroa: E por confiarmos da virtude, ciência e mais qualidades do Reverendo Bacharel Fernando António de Sousa Pimentel da freguesia de Cedofeita da Cidade, e Bispado do Porto, o apresentamos a Vossa Excelência (o bispo do Porto, que era então D. João de Magalhães e Avellar) para Abade perpétuo da dita Igreja por n’ele concorrerem os mais requisitos necessários. E pedimos muito de mercê de Vossa Excelência o mande colar, e investir no dito Benefício, mandando-lhe passar o seu Título na forma do estilo. Dada neste Nosso Mosteiro de Santo Tirso sob Nosso Sinal e Selo d’ele aos vinte e um de agosto de mil oitocentos e vinte e três….”
Sob condição de tomar ordens sacras, foi dada posse ao novo abade de Silva Escura no dia 26 de Outubro do mesmo ano.
Não quero deixar de mencionar a formalidade simbólica da possa da residência e passal: “voltando às casas da Residência, e Passais, abriu, e fechou as portas, passeando de uma para outra parte, cortando ramos, e botando terra ao ar, e fazendo todos os actos possessórios. e que em direito se requerem“.
Alberto Pimentel in “Santo Thyrso de Riba d’Ave”
“Todas as folgas de meu pai passavam-se no Douro, n’uma quinta dos seus maiores, contemplando as árvores que eles tinham mandado plantar, colhendo os frutos dos pomares que eles haviam disposto. Concluídas as colheitas, voltava alegre e tranquilo à clinica portuense, tratando dedicadamente os seus doentes que conhecia há longos anos, e que iam envelhecendo tanto como ele: os seus doentes de partido.”
in “Vinte Annos de Vida Literária”.
Sobre Souselo:
- Página da Câmara Municipal de Cinfães: Souselo.
Sobre Cinfães:
- Cinfães na Wikipédia;
PS: Ainda existe em Souselo um lugar de Vila Verde.
Assistência à conferência do doutor Oliveira Guimarães, sobre o centenário do nascimento do escritor Alberto Pimentel, no palácio Galveias em 1941.
Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa - Arquivo Fotográfico.
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Feliz a iniciativa da CM Lisboa através da Hemeroteca Digital.
Desta forma foi-me possível obter com facilidade a gravura da esquerda. A curta noticia aborda o lançamento de “O descobrimento do Brasil”. |
Já aqui tinhamos falado do primeiro casamento de Fortunato Augusto Pimentel.
Ao rever o livro de baptismos da Sé, eis que deparamos com 6 folhas soltas com um pedido de rectificação do assento de baptismo de Isabel Júlia de Meireles Pimentel, filha de Fortunato. Nesse pedido é mencionada a data e local do casamento do pai, assento que teimava em não aparecer.
Fortunato Augusto de Sousa Pimentel contrai matrimónio a 20 de Janeiro de 1837 na Igreja de Cedofeita com a sua prima D. Maria Bárbara Pimentel de Meireles, filha do Dr. Isidoro Ferreira Machado de Meireles e de D. Francisca Fortunata de Sousa Pimentel. O assento original nunca o irei ler, pois já não existe, mas parte do livro desaparecido foi reconstituido por inquirição aos paroquianos, embora sem a devida ordem cronológica. Se o assento do primeiro casamento de Fortunato foi ou não alvo de reconstituição já é um facto a verificar num futuro próximo.